| A outra: a estória dolorosa de ser... a própria! - Celso Malavoloneke |
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| Terça, 30 Junho 2009 22:29 | ||||||||||||||||
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Jissabu!
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Liberdade
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... este senhor está a ficar marado, não houve nada esse amor de 500 anos que exalta no seu artigo, houve sim fogo, espada e sangue, luta, matanças, raptos, escravização, perseguições, prisões e campos de concentração, se isso é amor então já não entendo nada. Agora olham de novo para nós com os mesmos olhos, os dum corpo e sangue a que o colonialismo é congénito, é a sua natureza, assim fizeram o próprio território que hoje é portugal, conquistando e ocupando terras a sual do rio tejo. Por favor não transform em idilica uma história de dominação e terror. Honre-se auqeles que lhe resistiram mesmo que tenham sido vencidos. |
Liberdade
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... nem há esse amor de quem traiu e voltou. Não há o tal herói a quem, pronto para a submissão, queiramops apelar. Há sim ainda a mesma dignidade que hoje ainda sofre calada a traição. Já esse objecto do apelo do articulista um outro igual aos outros que sempre nos devoraram tudo. Estão de volta com ele. Alguém já disse e é a verdade: o jindungueiro nunca dará laranjas doces, a sua natureza só pode produzir jindungo. A verdade da sua natureza está aí na riqueza de meia dúzia, os donos do país que comem tudo e não deixam nada, nem mesmo para muitos que o servem ainda alienados. A verdade da sua natureza está aí na pobreza geral que aprofundou e preserva à vista das suas armas prontas a bater quem de entre os pobres ou pelos pobres se levantar. A nossa natureza de seres livres á a unica que pode produzir liberdade, justiça e bem estar geral. Podes gritar aos céus que esse a quem apelas impávida e serenamente surdo e mudoi não te escutará mais nem a nenhum de nós, é mudo e surdo para as nossas necessidades e exigências. já só ouve o império sob cuja dominação se vergou, ajoelhou pedindo-lhe para ser seu servo. As evidências estão aí, todas. Não é de pedinchices que carecemos mas da acção, vigorosa, que nos devolva a terra e a soberania. A soberania só ao povo pertence, é o único soberano, esse a quem rebaixando-te rogas, só a exerce por delegação, não está a honra-la, temos que a retomar. Alguém disse que contra milhões ninguém combate. Espero que ele entenda bem isto e não nos obrigue ao combate porque seremos exigentes, queremos dignidade, não queremos que o que é nosso abusivamente nos seja dado como esmola. Erga-se, levante-se homem. Não está perante algum Deus mas só mesmo perante outro homem que, por mais forte que seja, será vencido pelos que se levantarem e nunca pelos que se ajoelharem aos seus pés como pedinchões. As fileiras de combatentes estão a crescer, vão crescer mais à medida que a pobreza e a exclusão crescerem e se aprofundarem. Queremos Angola porque é nossa, a soberania é do povo, é nossa também. façamos do país a terra de todos, temos o dever de com determinação inflexível por fim ao endocolonialismo que de novo instalou a velha dor que nos persegue desde o colonialismo português, de onde inclusivé, de novo, estão a vir os sustentadores da nossa exclusão. |
Atento aos discursos
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... Celso visite o link que indico aqui, concorde ou não com o que lá está, ao menos reflicta sobre isso. Talvez a coisa possa ser dita doutras formas mas ess é a forma do seu autor. Aquele a quem dirige a sua prece amarrou-se sozinho na sua teia. Daí já não virá a concretização das nossas aspirações. Sei que está acordado mas, por favor, pelo menos não discurse como se estivesse adormecido. http://club-k-angola.com/index.php?option=com_content&task=view&id=892&Itemid=53 |
Muhanda
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M
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... o problema não é a qualidade da prosa, aliá o problema não é a prosa seja ela boa ou má, o problema é o ajoelhar triste rogando caridade quando o que se visa é de direito. Mas já pouca gente sabe distinguir entre a a dignidade da exigencia de direitos e o pedido encarecido dum a esmola pelo mendigo. Angola tornou a pátria de muitos mendigos, incluindo daqueles que mal ou bem apedem em prosa. |
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A outra: a estória dolorosa de ser... a própria! - Celso Malavoloneke


De dia, sob os raios dourados de um sol glorioso, marchávamos e combatíamos juntos, juntando no mesmo sangue os mesmos medos, entretanto afogados numa vaga irresistível de orgulho e esperança. Ah! Que tempos belos aqueles em que apaixonado baptizaste-me heróica e generosa. Heróica pelos sacrifícios consentidos junto contigo, combatendo e sofrendo seguros da profundidade da nossa esperança; generosa na maneira como me entregava a ti, aos teus sonhos, às tuas exigências: Sem reservas, sem medos nem receios, tão forte era o nosso casamento.

